Curiosidades
Um passeio pela nossa terra
Sobre o significado originário da palavra "Lentisqueira",
deriva do latim Ientiscu arbusto de folha persistente, pertence
à família das Anacardiáceas, que possui caules
lenhosos com cerca de dois a três metros de comprimento;
folhas divididas num número par de folíolos coriáceos,
ovalados, de extremidade aguçada; flores pequenas, amareladas
ou avermelhadas; fruto constituído por uma drupa quase
esférica, que apresenta uma coloração avermelhada
que se torna negra quando o fruto se encontra maduro. A sua madeira
é dura e aromática, utilizada em trabalhos de marcenaria.
A partir dos frutos pode obter-se um óleo, antigamente
utilizado nas lamparinas. Estas planta era cultivada em abundância
nos terrenos da aldeia, hoje quase desaparecida, mas originou
o nome sugestivo deste lugar.
Rodeada
de belos pinhais numa paisagem verdejante e plana, sem montes
nem colinas, apenas uma invulgar procissão de campos de
milho, batata, feijão, hortas e prados exuberantes de verde,
fartos para o gado. Os poços de engenho marcavam esta paisagem
gandaresa.
É uma comunidade rural, com uma paisagem física
marcada por pequenas explorações agrícolas
familiares, uma comunidade onde "toda a gente conhece toda
a gente" e a baixa densidade demográfica possibilita
uma grande visibilidade e transparência dos papéis
sociais dos seus habitantes.
Nos últimos anos, apesar da predominância do sector
primário como principal ramo de actividade económica,
há que referir o peso que actualmente já assume
o sector terciário da economia local, com quatro cafés,
dois restaurantes, uma casa de (nobiliário e l ouças),
dois mini-mercados, uma mercearia e a presença de uma fábrica
de média dimensão do sector de madeiras e mobiliário..
Devemos referir a existência de alguns equipamentos: possui
um Centro Social e Paroquial onde funciona uma extensão
do Centro de Saúde concelhio, uma salão de reuniões
e festas, um bar e uma pequena biblioteca; Jardim de Infância,
Escola do 1º Ciclo, farmácia, campo de jogos, cemitério
e uma Associação Cultural e Desportiva com sede
própria, onde a vivência associativa tem algum significado.
Nesta aldeia há alguns artistas amadores, autodidactas,
nomeadamente na pintura, na escultura e na arte fotográfica.
A população é simpática e amistosa,
cultivando o gosto pela hospitalidade. Os seus habitantes são
abertos e acolhedores. Recebem desconhecidos como se fossem visitas
habituais e são amigos dos seus amigos. No trato são
cordiais e sinceros, manifestando-se sempre prontos a dar e gratos
quando recebem.
Passear pelas ruas desta aldeia constitui uma experiência
viva de contacto com a tradição do rústico
e espontâneo deste povo. É uma aldeia florida. Por
todo o lugar, cada casa tem canteiros e jardins onde estão
plantadas flores coloridas que muito contribuem para lhe dar um
toque de invulgar charme e beleza. Existe no Largo do Cruzeiro
um recinto com canteiros desenhados geometricamente, onde estão
plantadas flores coloridas, arbustos e árvores. A frequência
deste espaço, por ser um local de convívio social,
é mais utilizado nos dias de festa, domingos e por vezes
nas noites de Verão. Durante a semana é um sítio
pacato e repousante. Perto deste espaço existe um monumento
simples " Cruzeiro" com as seguintes datas 1140 - 1640
- e 1940, recuperado sempre com o contributo do povo da aldeia.
Há mais um Cruzeiro mandado construir pelo Sr. Padre Horácio,
grande benemérito desta localidade. Cedeu o terreno em
1963, para a construção da Igreja que substituiu
a antiga Capela.
A festa de 15 de Agosto em honra de Nossa Senhora do Amparo,
é uma festa cheia de religiosidade em homenagem à
padroeira, pelo que se organizam solenes festividades, sendo de
realçar a procissão, que mobiliza grande parte da
população.
A parte profana é cheia de atracções: Zés
Pereiras , Banda de Música, Concertos Musicais e Actividades
Desportivas e Culturais.
E cada ano que passa é sempre um desejo intenso de outro
ano - com a preocupação sincera de novos festejos
em honra de Nossa Senhora do Amparo, cada vez mais cheios de espiritualidade
e de atractivos.
M.C.G.S.
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In Revista Comissão de Festas 2000
